
Através da janela as palmeiras refletem à luz dos poucos postes...e ao brilho da água da chuva. Ouço o vento massagear as folhas num alvoroço próprio da costa. O banho quente faz contraste com o vento fresco que penetra pelas telas das janelas da frente...
Não muito longe o oceano faz barulho sob a chuva que cai irregular derretendo-se nele... E aqui dentro ainda toca a música, o violão, a poesia...a voz incansável do homem. O doer dos músculos conforta a alma, enquanto o cão manso atravessa a sala, senta-se à cadeira e fita o horizonte com olhar perdido. O olhar da preguiça...

